Juro que achei que era piada ! Juro que achei que era brincadeira ! Juro que achei que estava num pesadelo horrível !
Mas infelizmente não estava. Xuxa foi mesmo homenageada em Gramado, o dito festival mais importante do país.
Dito, porque, homenagear a Xuxa é o fim da picada !
Pergunto de forma clara e objetiva: o que de bom a Xuxa fez em termos cinematográficos (e não estou falando em arrecadação, por que os filmes MEDONHOS dos irmãos Wayans, assim como Transformers 2, arrecadaram milhões mundo a fora) para ser homenageada ?
Qual grande filme ela fez ?
Qual grande interpretação ?
Qual grande momento ela teve ?
Qual de seus filmes teve repercussão junto a crítica ?
Quem passou a gostar de cinema por causa de um filme da Xuxa ?
Qual filme dela é lembrado como grande filme ?
Se o festival quisesse mesmo homenagear alguém que deu alegria e encantou platéias e que tivessem um apelo monstruoso ao público em geral, que dirigissem o prêmio as figuras de Renato Aragão e Dedé representando os Trapalhões, esses sim, os reis do cinema pipoca no país.
Link para acobertura do Celso Sabadin, que estava in loco no festival:
http://cinema.cineclick.uol.com.br/noticia/carregar/titulo/rancorosa-xuxa-ofende-gramado-eles-tiveram-de-me-engolir/id/23752
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Revendo Planeta dos Macacos
As pessoas que conhecem um pouco sobre mim, já devem ter ouvido eu mencionar meu apreço por essa obra em especial. Foi engraçado, re-re-re ver (nem sei se a palavra existe , mas vamos "caetanear") esse filme depois de uns três anos. A última vez que o vi, tinha outra namorada, outro emprego, menos tempo, mais estresse e menos paciencia. Antes disso, vi o filme quando era mais novo (na época do colegial, se não me engano), e havia me apaixonado. Quando vi novamente, fiquei "brochado" . Não sei, alguma coisa não funcionou.Ontem, as coisas funcionaram de novo. E foi lindo.
Voltou a ser o meu sci-fi favorito (sim, gosto mais desse do que de 2001, Fahrenheit, Alphaville, Star Wars, Star Trek ...), e pelos motivos mais óbvios possíveis. A história. Os personagens.
Toda vez que algum filme te faz pular da cadeira, te da vontade de contar pra todo mundo sobre, pode ter certeza que o que fez você se apaixonar, foram os personagens e a história.
Acho que boa parte das pessoas a conhece, mas não custa relembrar. Trata-se da história de um astronauta (Taylor) que sai em uma missão espacial e sofre um acidente caindo em um planeta habitado por macacos inteligentes e dotados de fala, cultura e civilização.
As relações "humanas" entre o nosso herói (vivido por um Charlton Heston, despido de qualquer vaidade de "super-estrela") e os chimpanzés e cientistas Dr. Cornelius (Roddy McDowell) e Dra. Zira (Kim Hunter) são o melhor do filme. Nos meio de toda a discussão implicita sobre preconceito, respeito as diferenças e sobre crescimento evolutivo, ainda se encontra uma bela aventura, com sequencias de ação bem orquestradas (a primeira em especial, quando Taylor e seus companheiros astronautas sobreviventes são supreendidos numa plantação de milho, e fogem pelados somente para serem capturados pela horda de gorilas a cavalo, ainda é impactante).
As questões sociais, mesmo que veladas, fizeram esse filme não envelhecer, e se tornar (ainda hoje) bastante atual. A trilha sonoroa de Jerry Goldsmith é estupenda, e o uso de instrumentos exóticos. como a nossa cuíca por exemplo, nos fazem embarcar nessa verdadeira viagem a outro planeta.
E como não falar de Dr. Zaius (vivido com classe por Maurice Evans), que simboliza a burocracia, a dificuldade de compreensão e o medo do diferente. Notem a clássica cena dos macacos no julgamento, quando Zaius e os outros dois tribunos imitam a famosa piada do macaco, onde um não ve, outro não ouve e outro não fala.
Zira e Cornelius por sua vez, simbolizam a nova ordem. A geração da Era de Aquarius, ou qualquer outra coisa relacionada a geração flower-power. Eles são jovens, inquietos, questionadores e não tem medo de lutar pelo que acreditam. Roddy McDowell , como Cornelius, encarnou O pesonagem de tal maneira, que ficou impossível não associa-lo a franquia (Roddy estrelou mais 3 filmes da cine-série dos macacos). Kim Hunter , como a Dra. Zira, nos dava o olhar "humano" ao filme. Não é dificil nos identificarmos com ela. Kim, "comeu" o personagem e transformou a cientista chimpanzé em seu trabalho mais popular (sim, eu sei ... ela estava em Bonde Chamado Desejo e sim, esse foi o seu trabalho mais importante) e uma ícone pop.
Mais tudo isso seria nada, se novamente, a história não fose boa. O roteiro enxuto de Michael Wilson e de Rod Serling (mais tarde criador da série Além da Imaginação) é ótimo. Tudo no lugar, sem arestas e muito fluído. Costumo dizer, que o filme é bom, quando você fica sentado por duas horas numa cadeira e sua bunda não dói. Esse filme não me fez sentir nenhum tipo de formigamento, graças em boa parte a excelente condução da história.
E finalmente, Franklin J. Schaffner, que até então tinha feito (em termos de sucesso comercial) apenas um filme de impacto. O bom, O Senhor da Guerra, com Charlton Heston. Depois veio a dirigir, Patton, Papillon e os Meninos do Brasil. Sua direção é segura, e é tecnicamente irrepreensível. A maquiagem é revolucionária e John Chambers (designer executivo e criador do conceito) recebeu um Oscar honorário pelo brilhante trabalho.
E... não podemos deixar de lembrar sempre ... da cena final. O pai dos finais supresa, e na minha opinião o melhor deles. A experiência de ver pela primeira vez, a estátua da Liberdade enterrada no fim da praia, toda corroída, é de arregalar os olhos, respirar fundo e soltar um sonoro "what a fuck". É O final. É A conclusão mais simbólica e arrebatadora do cinema de ficção científica. É acida, é cruel, e é perturbadora. A noção de que nós, seres humanos, fomos os responsáveis pelo fim de nossa própria civilização, na época chocava e alarmava e hoje é mais uma possível realidade.
Não percam mais seu tempo lendo esse post. Assistam.
terça-feira, 2 de junho de 2009
AFI'S
O American Film Institute em 2000 fez sua lista dos 100 maiores filmes americanos da história... abaixo , divido em duas partes a lista completa...
sexta-feira, 3 de abril de 2009
O Horror, o Horror !!!

Quando eu tomo conhecimento de algum remake sendo produzido por Hollywood de algum filme não americano, sempre quando possível, procuro assistir ao original antes do remake.
Foi assim com o Chamado, O Grito, Vanilla Sky e mais recentemente com REC , ou Quarentena na versão estadunidense.
A história é extremamente simples, praticamente um fiapo de narrativa, mas conduzida de uma maneira magnífica.
Manuela Velasco é Angela Vidal reporter de um canal de TV na Espanha que apresenta um programa chamado "Enquanto Você Dorme" que apresenta, pelo menos me pareceu vendo o filme, a realidade da cidade, que não é identificada, enquanto todo mundo ahnn... dorme .
O filme começa com a graciosa Angela Vidal e seu cinegrafista (odeio a expressão tucanada repórter cinematográfico)Pablo, cobrindo um dia normal em um quartel do corpo de bombeiros. Entre jantares e gracinhas para as cameras , o alarme toca e os bombeiros Manu e Alex vão junto a Angela e Pablo até o local do chamado.
Trata-se de um daqueles prédios antigos, que agente encontra em São Paulo no centro velho. Lá dentro os moradores (todos muito realistas, muito bem interpretados) informam que uma senhora estava gritando desesperada e precisava de ajuda.
É ai que a brincadeira começa. Em um filme enxuto os diretores Jaume Balagueró e Paco Plaza criam um clima de tensão profunda, sustos ocasionais e a eterna sensação de que tudo vai acabar dando errado.
Quem viu Cloverfield, outro filme muito interessante, vai reconhecer de imediato a opção estética pelo "falso documentário" com a simulação da realidade sendo empregada pelos diretores, que na minha opinião, funcionou muito melhor nesse exemplar do que no filme estadunidense.
Tenso, clasutrofóbico, violento e perturbador, REC é a mistura fina entre o gore e o terror psicológico, com roupagem de especial de tv.
Recomendado.
(Sem mais datas , se não vou me perder) rsrs
CINEMA
Como disse no primeiro post , no longiquo dia 1º, esse espaço destina-se a falar sobre tudo e a não chegar a conclusão nenhuma sobre nada.
Continuando a epopéia decidi falar sobre cinema. Vou evitar falar sobre grandes filmes que todo mundo viu, vai ver, ou não tem vontade de ver. Vou procurar "espalhar cultura" rsrs (to ficando metido com essa p....).
O primeiro filme que gostaria de abordar é No Vale das Sombras (In the Valley of Ellah) de 2007. Elenco estrelado, com Tommy Lee Jones ,Charlize Theron, James Franco (de Homem-Aranha), Susan Sarandon e Jason Patric (que entre outros filmes fez o péssimo Velocidade Máxima 2).
A história gira em torno do desparecimento de um soldado estadunidense em seu primeiro fim de semana de folga após o retorno do Iraque e a busca implacável de seu pai.
O filme é dirigido pelo Paul Haggis (que foi o roteirista de Crash, outro filme bastante impactante), e tem exatamente na discussão de idéias seu ponto mais forte.
Assim como outros dramas de guerra (Nascido em 4 de Julho, Franco-Atirador e até o primeiro Rambo) ele questiona e mostra as consequencias de qualquer guerra na vida de um soldado , de sua família e amigos.
Como o filme é de 2007, algumas farpas em direção ao então presidente Bush são arremessadas, mas esse não é foco do longa.
A jornada de um pai para reconhecer a alma de seu filho, e as consequencias da percepção de que a guerra pode ter sido responsável por mudanças profundas nela, nos tocam e nos fazem pensar mas uma vez na estupidez da guerra.
Tommy Lee Jones, para variar, está magnifico. Moldando seu Hank Deerfield como um homem sério, perfeccionista, duro e até amargo, tem as melhores cenas, os melhores diálogos e as melhores momentos do longa. O restante do elenco não compromet e o único probleminha , na minha opinião, encontrado no longa é a eventual "mão pesada" de Haggis (talvez ainda não habutuado com a cadeira de diretor)ao tentar nos afastar da emoção fácil, e em consequencia acaba perdendo a mão quando é necessária nos sentirmos tocados pelo filme.
Com erros e acertos, No Vale das Sombras é um excelente exercício crítico, áspero e sincero sobre a realidade dos jovens estadunidenses que longe de casa tem de crescer e se tornarem homens , abdicando muitas vezes de seus próprios valores morais.
Como disse no primeiro post , no longiquo dia 1º, esse espaço destina-se a falar sobre tudo e a não chegar a conclusão nenhuma sobre nada.
Continuando a epopéia decidi falar sobre cinema. Vou evitar falar sobre grandes filmes que todo mundo viu, vai ver, ou não tem vontade de ver. Vou procurar "espalhar cultura" rsrs (to ficando metido com essa p....).
O primeiro filme que gostaria de abordar é No Vale das Sombras (In the Valley of Ellah) de 2007. Elenco estrelado, com Tommy Lee Jones ,Charlize Theron, James Franco (de Homem-Aranha), Susan Sarandon e Jason Patric (que entre outros filmes fez o péssimo Velocidade Máxima 2).A história gira em torno do desparecimento de um soldado estadunidense em seu primeiro fim de semana de folga após o retorno do Iraque e a busca implacável de seu pai.
O filme é dirigido pelo Paul Haggis (que foi o roteirista de Crash, outro filme bastante impactante), e tem exatamente na discussão de idéias seu ponto mais forte.
Assim como outros dramas de guerra (Nascido em 4 de Julho, Franco-Atirador e até o primeiro Rambo) ele questiona e mostra as consequencias de qualquer guerra na vida de um soldado , de sua família e amigos.
Como o filme é de 2007, algumas farpas em direção ao então presidente Bush são arremessadas, mas esse não é foco do longa.
A jornada de um pai para reconhecer a alma de seu filho, e as consequencias da percepção de que a guerra pode ter sido responsável por mudanças profundas nela, nos tocam e nos fazem pensar mas uma vez na estupidez da guerra.
Tommy Lee Jones, para variar, está magnifico. Moldando seu Hank Deerfield como um homem sério, perfeccionista, duro e até amargo, tem as melhores cenas, os melhores diálogos e as melhores momentos do longa. O restante do elenco não compromet e o único probleminha , na minha opinião, encontrado no longa é a eventual "mão pesada" de Haggis (talvez ainda não habutuado com a cadeira de diretor)ao tentar nos afastar da emoção fácil, e em consequencia acaba perdendo a mão quando é necessária nos sentirmos tocados pelo filme.
Com erros e acertos, No Vale das Sombras é um excelente exercício crítico, áspero e sincero sobre a realidade dos jovens estadunidenses que longe de casa tem de crescer e se tornarem homens , abdicando muitas vezes de seus próprios valores morais.
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